A Editora PPGFIL-UFMG publica exclusivamente obras relacionadas à área de Filosofia, quer originais, quer traduções. Os originais ou traduções recebidos são encaminhados ao Conselho Editorial para avaliação e são publicados somente após aprovação. Podem submeter propostas de livros autorais e coletâneas apenas docentes ou discentes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia e/ou ao Departamento de Filosofia da UFMG. Podem submeter propostas de tradução, com ênfase em fontes primárias, docentes e discentes vinculados a outros programas de pós-graduação.
O tempo de edição dos livros é variado, sendo definido diretamente entre a Editora e os autores/tradutores após o processo de aprovação.
Uma vez aprovados, caberá ao autor/tradutor adequar o texto às normas da Editora, sendo ele responsável pela entrega do livro revisado e diagramado segundo os padrões descritos no Manual de diagramação da Ed. PPGFIL.
Prefácio de Rodrigo Duarte
“Embora o Brasil seja um país periférico em relação aos Estados Unidos e aos países europeus, ele é um centro cultural, especialmente em relação a outros países periféricos. Em outras palavras, o Brasil é economicamente periférico, mas culturalmente central.” (p.191)
Lara Carvalho Cipriano
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“Aqueles que especulam estão confusos sobre a questão da recorrência e se é necessário que, quando a mesma configuração da esfera se repete, as coisas terrestres voltam a ocorrer, sendo semelhantes às que existiam antes. Quanto à recorrência do mesmo particular que foi aniquilado, isso não acontece: nem a configuração nem as coisas terrestres voltam a ocorrer enquanto são as mesmas em número. De fato, a mesma coisa que desaparece não volta a ocorrer. Aquele que discordar disso deve se envergonhar de si mesmo até que sua desgraça na filosofia primeira seja removida.” (Avicena)
“Primeiramente, portanto, no que diz respeito à geração ou à corrupção, deve-se sustentar, de acordo com a fé, que o céu foi criado sobrenaturalmente e também é aniquilável. Mas também deve ser dito que o céu não é naturalmente gerável nem corruptível. E a razão é: porque não tem substância; e tudo o que pode ser gerado ou corruptível naturalmente tem matéria. E também porque o céu não tem nada contrário aos outros corpos, nem segundo a sua substância nem segundo as suas disposições naturais; e assim não é corruptível.” (Jean Buridan)
Fátima R. R. Évora, Tadeu M. Verza e Meline C. Sousa
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“A música, portanto, ocupa um papel central na reflexão filosófica. De modo que as considerações anteriores acerca da filosofia moderna fornecem tanto um pano de fundo temático, quanto uma transição histórica-filosófica para pensar a música como objeto privilegiado do presente volume. Dada a relevância do tema, o presente volume, “Filosofia Crítica da Música”, terceiro da Quadrilogia Filosofia da Música, aborda em quatro capítulos essa problemática em relação às suas disputas internas, à questão estética e à indústria cultural. A reflexão filosófica, portanto, ganha conformação rigorosa a partir da análise histórica das condições de produção, reprodução e recepção da música” (p. 15).
Eduardo L. A Rodrigues, Wesley F. R. de Sousa e Luís Felipe de Lima Andrade
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Tradução de Marcos Sousa
“ […] cheguei à conclusão de que ambos os conceitos de probabilidade são necessários, razão pela qual desenvolvo uma posição dualista neste livro, que se preocupa sobretudo com a elaboração dos princípios de ligação entre os dois conceitos de probabilidade. Isso começa com o fato de eu desenvolver a função de probabilidade sobre a álgebra das propriedades ou das proposições de uma linguagem interpretada, porque só assim a diferença lógica entre a probabilidade estatística e a epistêmica (a primeira tem fórmulas abertas e a segunda tem sentenças como argumentos) é explicitada, o que é pré-requisito para a elaboração dos princípios-ponte que as conectam. Com base em uma passagem bem conhecida de Kant, a posição dualística pode ser formulada da seguinte forma: a teoria subjetiva sem a teoria estatística da probabilidade é cega (pois é irracional), e a teoria estatística sem a teoria subjetiva da probabilidade é vazia (pois não tem referência empírica).”
Gerhard Schurz
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“Para além da questão sobre se há um significado geral comum para “normatividade”, parecemos também enfrentar dificuldades mesmo circunscrevendo a questão ao domínio da moralidade, que é o tema central deste livro. Em geral, partimos do pressuposto [como um dado] de que a moralidade é normativa. […] A despeito disso, possuímos pouca clareza (e parecemos divergir de modo significativo) sobre o que se pode substancialmente extrair daquele “dado”. Atenção a essa dificuldade sobre o que derivar do pressuposto de que o domínio da moralidade é normativo é algo raramente explicitado na literatura contemporânea sobre ética e metaética. Decerto há disponível nessa literatura um extenso leque de propostas sobre a natureza e o conteúdo da normatividade moral. Mas o grande desafio é saber se aquele “dado” do qual partimos é suficiente para justificar expectativas de que seja possível unificar o fenômeno em torno de um conceito unívoco.”
Leonardo de M. Ribeiro; Rogério A. Picoli e Vitor Sommavilla
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“O que pretendi, nesses escritos, foi defender a ideia de que a dança é uma atividade que não apenas coreografa gestos, mas que, em profundidade, cartografa, com eles, os trajetos das sensações, as coreografias sensíveis que desenham o espaço, distribuindo a diferença no tempo. Além de muitas outras coisas, dançar é também – e fundamentalmente – experimentar e expressar a dimensão coreográfica do sensível, seus potenciais relacionais, seus processos de emergência, duração e devir. Dançar é se colocar no meio de cinéticas, dinâmicas e rítmicas que ultrapassam o corpo que dança, é se deixar mutar, mesmo que momentaneamente, por essa participação. Porque transforma os estados dos corpos nas quais se passa, fazendo deles campos mocionais-relacionais por onde as sensações circulam, dançar põe em marcha um certo tipo de pensamento que acompanha esses processos, um pensamento que emerge lá onde emerge e dura a sensação, que se movimenta e devém com ela. Um pensamento, portanto, que não representa, mas que testemunha e expressa diretamente as cinéticas do sensível e suas respectivas cinestesias; que é, afinal, uma forma qualificada de sentir.”
Ana Rita Nicoliello
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