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História da música

Quadrilogia filosofia da música, vol. 2: filosofia e história da música

O presente volume, “Filosofia e história da música”, segundo da Quadrilogia filosofia da música, apresenta-se como um gesto tanto de continuidade quanto de revisão. Continuidade, porque retoma o vínculo ancestral entre a música e a filosofia ‒ laço que une som e ideia, forma e pensamento. Revisão, porque se propõe a escutar esse vínculo com mais atenção, reconhecendo a pluralidade de vozes, de tempos históricos, de contextos culturais e de experiências sensíveis que compõem o campo musical. Além de se propor a instaurar um espaço de diálogo contínuo entre filosofia e música, este projeto almeja abrir horizontes para que, progressivamente, possamos incluir outras trajetórias, vozes e experiências. Mais do que oferecer respostas, nosso intuito é dar um passo ‒ passo inicial, mas firme ‒ na direção de um campo mais amplo, plural e crítico de reflexão.

Essas vozes, entre muitas outras, compõem um campo vasto, plural e em permanente transformação, no qual a música é pensada não apenas como linguagem artística, mas como força ontológica, como símbolo filosófico, como prática cultural e como dispositivo ético. Esse é o pano de fundo em que se inscreve o presente volume.

“Filosofia e história da música”, segundo título da Quadrilogia filosofia da música ‒ projeto que tem como objetivo afirmar, no contexto brasileiro, um espaço fecundo e sistemático de reflexão filosófica sobre a música.

Eduardo L. A Rodrigues, Wesley F. R. de Sousa e Luís Felipe de Lima Andrade

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Quadrilogia filosofia da música, volume 1: Beethoven e a filosofia

“A principal pergunta em torno do porquê Beethoven ocupar um lugar de destaque na história da música não seria algo trivial e se desdobra com consequências no pensamento estético moderno e contemporâneo. O presente volume desta coletânea – o primeiro de uma série de 4 volumes – parte de tal pressuposto. Seria Ludwig van Beethoven (1770-1827) um “paradigma” na história da música, a ponto de merecer toda uma vasta discussão, interpretação e comentários em torno de sua obra? A resposta pode ser positiva, ainda mais se levando em conta toda uma historiografia, estudos musicólogos e o legado artístico e cultural. Se analisarmos, ao menos por alto, a vasta bibliografia que temos disponível, seja na musicologia, seja na estética filosófica, é plausível pensar aceitavelmente essa afirmativa. Não apenas para a musicologia, mas no pensamento estético-filosófico da música, uma afirmação desta natureza toma por investigação aquilo que ultrapassa, sem dúvidas, os aspectos intrínsecos da obra do compositor. Embora seja lugar-comum a genialidade criativa em volta de seu nome, esta condição contém também aspectos extrínsecos de seus conteúdos. Quando se trata de uma interpretação de obras, autores(as) e suas recepções, tais elementos formam, grosso modo, um tripé do qual a sua objetividade é histórica. A maneira como apreciamos a música de concerto ou a leitura de um poema, por exemplo, teria, em certas acepções, mais a ver com a instância de recepção (lugar, contexto material, estado psíquico e afins) do que essencialmente as qualidades internas a priori de uma obra.”

Wesley Sousa

Eduardo Rodrigues, Wesley Sousa e Luís Andrade

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