Tradução de Marcos Sousa
“ […] cheguei à conclusão de que ambos os conceitos de probabilidade são necessários, razão pela qual desenvolvo uma posição dualista neste livro, que se preocupa sobretudo com a elaboração dos princípios de ligação entre os dois conceitos de probabilidade. Isso começa com o fato de eu desenvolver a função de probabilidade sobre a álgebra das propriedades ou das proposições de uma linguagem interpretada, porque só assim a diferença lógica entre a probabilidade estatística e a epistêmica (a primeira tem fórmulas abertas e a segunda tem sentenças como argumentos) é explicitada, o que é pré-requisito para a elaboração dos princípios-ponte que as conectam. Com base em uma passagem bem conhecida de Kant, a posição dualística pode ser formulada da seguinte forma: a teoria subjetiva sem a teoria estatística da probabilidade é cega (pois é irracional), e a teoria estatística sem a teoria subjetiva da probabilidade é vazia (pois não tem referência empírica).”
Gerhard Schurz
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Prefácio de Patrícia Kauark Leite
“Como regras normativas, o espaço e o tempo são formas de ordenação das sensações na medida em que percebemos as coisas como fora de nós e como distintas umas das outras no espaço e na medida em que percebemos as coisas como simultâneas ou sucessivas. Uma objeção possível a essa ideia é a de que o espaço e o tempo não poderiam ser normas uma vez que, como intuições, são representações invioláveis. Não poderíamos perceber as coisas sem ser no espaço e no tempo. Contudo, uma regra normativa da percepção é aquela que instaura o modo pelo qual os objetos devem ser percebidos e possamos ter um padrão segundo o qual seja possível garantir que o que percebemos condiz com a disposição das coisas no mundo, tendo em vista que é possível que os sentidos “nos enganem” de alguma forma. O engano dos sentidos ocorre por uma desconformidade entre o conteúdo apresentado pelas sensações e a forma das intuições.”
Maria Carolina Mendonça de Resende
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Russell, buscando responder ao ceticismo, exige que tomemos o hard data como indubitável. O método de Russell busca, em suas palavras, “montar um zoológico de formas lógicas” 68 (PLA, p. 47). Paralelamente, Wittgenstein quer fazer jus ao ordinário; para isso, a tarefa da filosofia será meramente apontar aquilo que garante a ordem lógica da linguagem ordinária (NB, 1.5.15e), isto é, a tarefa da filosofia será o estudo da linguagem de sinais (TLP, 4.1121).
Gabriel Guedes Silva
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“Como se deve elaborar o pensamento de que nossas capacidades cognitivas são atualizadas na própria experiência perceptual, e não apenas nos juízos em que um sujeito responde à sua experiência perceptual?
De certa forma alinhado com a chamada “Escola de Filosofia de Pittsburgh”, proponho tratar dessa questão seguindo os passos dados por pessoas como John McDowell, que buscam explorar a relação entre pensamento, linguagem e experiência não apenas a partir de ideias encontradas no trabalho de filósofos analíticos contemporâneos como Frege, Sellars e Travis, mas também por meio das lentes de pensadores tradicionalmente estranhos à tradição analítica ‒ certamente Hegel, mas também, e de forma bastante significativa, Kant.”
Daniel Debarry
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Verônica de Souza Campos
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