“O que é, de fato, a inteligência? A maneira humana de pensar. Foi-nos dada, como o instinto à abelha, para dirigir nossa conduta. A natureza tendo nos destinado a utilizar e a dominar a matéria, a inteligência só evolui com facilidade no espaço e só se sente à vontade no inorganizado. Originariamente, tende à fabricação; manifesta-se através de uma atividade que preludia a arte mecânica e através de uma linguagem que anuncia a ciência”.
Guilherme Ferreira e Bruno Dinis
Aceito os Termos de uso e condições.
É fato conhecido que a inteligência e suas múltiplas perspectivas sempre ocupou um lugar central na tradição filosófica ocidental. Considerando que a filosofia, deferentemente de outros campos da investigação científica, nunca possuiu um objeto que lhe fosse próprio – sendo todo e qualquer objeto potencialmente interessante para a reflexão e o pensamento filosóficos –, o significante “Inteligência” sempre ocupou status privilegiado como objeto filosófico, dado o próprio caráter polissêmico da expressão. Em vista da diversidade semântica e conceitual da “Inteligência” frente aos inúmeros desafios contemporâneos marcados por revoluções tecnológicas e à aquilo que recentemente passou a ser nomeado como “a era da pós-verdade”, a presente coletânea resulta do interesse de seus autores e autoras em estimular os leitores e leituras brasileiros ao interesse filosófico, mas igualmente interdisciplinar, no que concerne ao debate iniciado pelo “VIII Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG”, cujo tema dá título a esta iniciativa apoiada pela Editora PPGFIL-UFMG.
Apresentação, por Guilherme Ferreira e Bruno Dinis
O conhecimento pedagógico do conteúdo e a autoria do professor frente à artificialização das práticas docentes, por Raquel Augusta Melilo Carrieri e Anna Luiza Coli
O que a Inteligência Artificial nos ensina sobre a inteligência, por Carlos Barth
Educação sob métricas: think tanks, plataformas digitais e a reconfiguração neoliberal da escola pública brasileira, por Anna Luiza Coli
Criatividade e originalidade artísticas: a teoria do gênio de Hegel como crítica à inteligência artificial generativa, por Guilherme Ferreira
Direções da vida e do conhecimento: instinto, inteligência e intuição em Henri Bergson, por Aruan Fernandes Gonçalves
Guilherme Ferreira é psicanalista, tradutor, professor voluntário do Departamento de Filosofia da UFMG e editor-chefe da Outramagem (Revista do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG). É Pós-doutor em filosofia pela Christian-Albrechts-Universität zu Kiel (2023-2024) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (2024-2025). Possui doutorado em Filosofia pela mesma universidade (2022), com estágio de pesquisa na Freie Universität Berlin (2019-2020). Desenvolveu projetos de pesquisa como bolsista da CAPES, da CAPES-Print e do DAAD. Tem experiência nas áreas de Estética e Filosofia da Arte (estéticas do Romantismo e do Idealismo alemães, Teorias da Arte Moderna e Contemporânea) e de Filosofia Moderna e Contemporânea (Metafísica e Ontologia, Idealismo Alemão, Pensamento Latino-americano e Brasileiro, psicanálise.
Bruno Dinis é doutorando em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (PPGFIL-UFMG), tendo concluído seu mestrado em Filosofia pela mesma instituição em 2025 e sua graduação em Filosofia (Licenciatura) em 2021. Atualmente bolsista da CAPES, integra a rede de pesquisa REDD (Rede de Estudos sobre Democracia e Desinformação). Seus interesses acadêmicos abrangem a Filosofia Francesa Contemporânea, com ênfase em Michel Foucault, Epistemologia Coletiva e Social, Epistemologia Política e Estética.
Título: Inteligência e suas múltiplas perspectivas
Organizadores: Guilherme Ferreira e Bruno Dinis
Editora: Ed. PPGFIL-UFMG
Páginas: 155
Formato: PDF
ISBN: 978-65-01-05942-5
DOI: 10.5281/zenodo.18644016